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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Se o surf fosse só surf



E se o surf fosse só surf.

E não tivesse o pôr do sol, o nascer da lua, o canto das gaivotas, o pulo dos cardumes.

Se não sentíssemos a areia no pé, a lycra no corpo, a falta do ar.

E se o surf fosse só surf.

Sem a adrenalina da previsão, o frio da água gelada, a chegada no pico.

E se não existisse o vento pra atrapalhar, a chuva para abençoar, a série para varrer.

E se o surf fosse só surf.

E não vivêssemos o tesão de uma trip, de atolar o carro várias vezes, de entrar em roubadas, de rir de tudo isso.

E se não tivesse os clássicos, os dias sem onda, o crowd, a busca pelo secret.

E se o surf fosse só surf.

Sem o trabalho de passar parafina, do amor pela prancha, da dor pela perda.

Se não conhecêssemos Kelly

Slater, Andy Irons, Eddie Aikau.

E se o surf fosse só surf.

Sem o café da manhã reforçado, o grito da galera com aquele aéreo, o delírio da menina com aquele aceno.

Se não existisse a Indonésia, o Hawaii, a Gold Coast.

E se o surf fosse só surf.



Sensacional texto de autor desconhecido. Créditos: brother Rodrigo Otávio.
Abraço, galera!

Arthur Cicupira

Um comentário:

Solte o veneno! =]